terça-feira, 22 de julho de 2008

Oração de Graças

No ultimo encontro do ano foi-nos proposto que pensássemos em oração "O que representou este ano de caminhada na minha relação com Deus?"
Partilho aqui a minha pequenina conversa...


Oh meu Bom Deus... Família de Amor inquieto e inquietante... Perguntas-me agora o que representou este ano de caminhada... e eu sorrio!
Tu bem te lembras de no início do ano eu já me por a sonhar e a ansiar pelo futuro... a ansiar pelo dia de hoje... para poder ver e sentir se realmente consegui mais do que sonhar ou se me fiquei apenas pelos desejos... Oh meu Bom Deus, é por isso que sorrio!!
Sinto que cresci tanto desde há um ano...
Tornei-me mais maduro numas coisas, noutras sem querer desleixei-me... mas é isso que é crescer, não é meu Bom Deus? Crescer não é tornar-me perfeito mas é tornar-me moldável... para ser cada vez mais perfeitamente aquilo que tu és, não é?
Sim, também sinto que fui fecundo em alguns corações disponíveis... Quando ao ser testemunho do teu jeito de viver em mim, contagiei outros a te deixarem viver neles...
Bem... Isto já vai aqui uma explosão de alegria dentro de mim...
Não! Não foi tudo perfeito neste ano de caminhada. Mas foi aquilo que eu e todos nós deixamos que fosse... E para o ano ainda vai ser mais... E no outro... E no outro...
É isto que é fantástico, meu Bom Deus... É que nunca te esgotas nem nunca nos esgotamos a deixar-te ser em nós, não é?
Obrigado... Obrigado meu Bom Deus!
Só me apetece agora dizer-te as palavras daquela musica:

Oh chama de amor vivo
Oh mão branda
Oh toque delicado
Que a vida eterna sabe

Oh lamparina de fogo...
Oh lamparina de fogo...

domingo, 18 de maio de 2008

Debate: Fé

Pois é, esta semana iniciamos uma sequência de três "verdades" que nos vão acompanhar até às nossas férias. Começamos por uma das coisas menos definíveis: O que é a Fé?

Procuramos definições na nossa experiência pessoal... Na nossa vivência em comunidade... No confronto de ideias e sentimentos.

No fim, como é fácil de adivinhar, não existiram conclusões, mas apenas experiências pessoais postas em confronto com outras, para o crescimento de todos.
Tal como dizia na música "não importa o quando, o onde, nem o porquê", porque é um sentimento demasiado profundo, quando experimentado por alguém.


Por isso aqui vos deixo algo de bom que saiu de sábado, o desenho da Anita com a Maria:

Entretanto se quiserem expor como resposta ao post algumas das ideias que surgiram acho que era simpático. Todos os que quiserem intervir, força: vamos alargar o debate.

Abraço MELado

terça-feira, 6 de maio de 2008

Baptismo...

A pedido de muitas famílias (pronto, foi de apenas um elemento de uma família), estou aqui para partilhar com vocês o baptismo dos novos elementos do grupo na caminhada MEL.
Perguntam vocês que nem sequer nos conhecem (isto sou eu a supor que vêm aqui pessoas desconhecidas): baptismo? Mas vocês são o quê, uma seita?
E respondo eu: NÃO!
(Isto foi mesmo uma pergunta que surgiu quando contava a alguém que ia ser baptizada)
Pronto, agora a sério. Há duas semanas, no encontro MEL, fizemos um “baptismo”, ou seja, um pequeno símbolo que mostra o acolhimento dos mais “velhos” no grupo aos que entraram mais recentemente… um “és mesmo um de nós, e por isso és muito importante no grupo”. Não que já não fôssemos MEL, não que já não fôssemos importantes, mas foi um gesto que simbolizou uma união de grupo, um “nenhum de nós é mais do que tu, somos todos unidos numa mesma caminhada em que ninguém tem mais obrigações, ninguém tem que dar mais ou menos”. Somos um grupo. Um grupo em que todos se ajudam, todos crescem, todos se dão e todos recebem.
Assim, a este gesto de união juntámos várias simbologias: a Palavra como algo que nos une na fé e que é capaz de nos dar critérios de vida nova; as verdades em que acreditamos, as bases nas quais assentamos a nossa fé e a nossa vida; a simbologia da Água, Espírito Santo que nos recria na medida em que nos deixarmos mergulhar e transformar por Ele; o padrinho que unge o seu afilhado com perfume, para que deixe que o Espírito Santo dinamize a sua vida e lhe dê um sentido capaz de traçar um caminho de Amor; a plasticina, moldada por cada um de acordo com a sua própria caminhada, que mostra a diversidade de dons num mesmo Espírito, a diversidade de símbolos e experiências na unidade de grupo que somos; a luz, sinal de uma caminhada de vida, orientada por um Deus que é Amor e que nos faz felizes, um Deus que queremos partilhar e transmitir aos outros; a oração, a Esperança de sermos mais para o Mundo e o descruzar de braços de cada um pela mensagem de vida que nos é transmitida.
De todos estes símbolos, muitas coisas bonitas surgiram. Surgiram ligações ainda mais fortes de Amizade entre “padrinhos” e “afilhados”, entre pessoas mais experientes na caminhada e outras com uma grande vontade de traçar um caminho de Vida Nova. Surgiram vontades de encarar o sorriso como um modo de vida, surgiram corações renovados e com vontade continuar esta caminhada em direcção ao Abbá e a um coração a transbordar de Amor.
No fim, regressamos com a sensação de que somos grupo. Um grupo ligado pela Amizade e unido numa certeza: a de que queremos ser MEL para o Mundo!


Por isso… (façam de conta que eu sou um dos experientes e sábios “velhinhos do grupo” :P)

BEM VINDOS, Inês, Joana, Filipe, Isa, Mafalda e… Inês xD


E agora o meu obrigada a todos por este grupo! Porque com vocês já cresci muito, e sei que não vou parar de crescer, daqui a pouco não passo nas portas…

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Semana das Vocações

Olá a quem de direito!

Venho por este meio, e após pedido de diversas pessoas de quem já não me recordo, expor as reflexões às leituras que eu a Paula escolhemos para a vigília pelas vocações. Indico em cada reflexão qual a passagem da Bíblia à qual esta se refere bem como a vocação em questão. Aviso já que é comprido pelo que aconselho a ter um "kit-fomeca" à mão no caso de quebras de açúcar por excesso de leitura...


VOCAÇÃO VIDA CRISTÃ

Lc 19,1-10

O contacto entre Jesus e Zaqueu é um exemplo formidável que resume aquilo que designamos de vida cristã. Antes desse contacto, Zaqueu era mais um dos que seguiam Jesus à distância, indeciso quanto à sua mensagem radical de entrega aos outros e ao mesmo tempo maravilhado com essa mesma hipótese de ser mais, de ser diferente. O interesse demonstrado ao subir ao sicómoro é visto por Jesus como uma tentativa de aproximação. Então vai ter com e diz-lhe que vai à sua casa. Retira-o da multidão, para lhe falar intimamente. Ou seja, à abertura de Zaqueu, Jesus aproxima-se e muda a sua vida para sempre, tornando-se dádiva para os demais.

Nos dias de hoje, o chamamento, ou vocação, à vida cristã tem como seu cerne uma relação com Deus na mesma base da de Zaqueu com Jesus, com uma regeneração completa e necessária do seu ser. Não começa, aliás, sem esta relação. A disponibilidade do coração é condição sine qua non para que Deus entre na nossa vida e possamos atingir a felicidade para a qual fomos concebidos. E a partir de então poderemos seguir as várias vocações da vida cristã, estabelecendo uma vida em comunhão com Cristo a todos os níveis, dependendo das nossas opções. A entrega à missão a serviço dos outros, à vida consagrada e ao sacerdócio e até à vida marital, são o reflexo desta resposta da abertura à Boa Nova.

Quero eu ser um verdadeiro Cristão?

VOCAÇÃO SACERDOTAL

Mt 28,16-20

Jesus veio, por intermédio do seu povo escolhido, estabelecer uma nova aliança com o ser humano, restituindo-lhes a verdade e a sabedoria em seus corações. Doze homens o seguem incessantemente durante a sua vida pública absorvendo cada palavra que proferia e cada gesto que realizava. Foram os discípulos que tanto amou… E antes de ascender aos céus, incumbe-os de espalhar a sua mensagem a todo o mundo na certeza, porém, de que sempre caminharia ao seu lado nessa difícil demanda. E esses homens, cheios do amor que lhes fora dado e do amor que também eles queriam dar, puseram os pés nos sinuosos trilhos do mundo romano, falando com todos os que surgiam na sua frente dispostos à novidade de Cristo, “baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Hoje, em paralelo com os primeiros discípulos, temos todos os de vida consagrada e nomeadamente os sacerdotes. O sacerdócio é uma vocação, um mistério de amor entre Deus que, por amor, chama o homem que, também por amor, lhe responde livremente. É um chamamento para se ser a ponte entre Deus e os homens, procurando que estes continuem fielmente nos caminhos designados por Jesus. E tal como qualquer outra vocação, implica um comprometimento incondicional, pois o serviço aos outros assim o exige. É ser-se servo de Deus e dos homens, com uma recompensa enorme no coração.

E eu? Sou chamado a este nobre serviço? É este o meu envio?

VOCAÇÃO MATRIMÓNIO/FAMÍLIA

Mt 19,1-9

O matrimónio é uma vocação cristã, à qual todos os baptizados em Cristo estão chamados, para atingir a sua plenitude. O comprometimento a uma vida conjugal implica uma dádiva completa do corpo e da alma. Pretende ser a fusão harmoniosa de dois seres distintos em que “já não são dois, mas um só”. Não é um projecto de perda de individualidade mas sim de perda do egocentrismo em que vivemos. O Homem, para se concretizar, necessita desta comunhão afectiva, de partilhar a sua vida intimamente. A mulher e o homem não são suplementos um do outro mas sim complementos, e como tal só poderemos prosseguir o nosso crescimento pessoal sabendo viver e amar mutuamente. Formando uma família, o homem e a mulher têm nas mãos muito mais que um compromisso de Amor mútuo. Têm nessa comunhão de vida o dom de gerar e criar um novo ser, que encontra na família os alicerces para o seu crescimento como cristão. A família tem assim um papel único na construção do homem e na construção da fé. A vivencia familiar da fé é também uma vocação e um desafio.

Jesus convida-nos e facilita-nos a vivência deste sacramento. É o nosso arquitecto, e nós os engenheiros que seguimos o seu plano. Só com Ele esta concepção se torna forte e verdadeira.

Será que é isto que Jesus espera de mim? Foi este o plano que me desenhou? Estarei disposto a viver em comunhão com alguém para toda a vida? É esta a minha vocação?

VOCAÇÃO LEIGOS

Mt 5,13-16

Nesta passagem, Jesus ataca os receios daqueles que se sentem chamados a viver segundo os seus ensinamentos e que pretendem dar a conhecer esses mesmos ensinamentos. A igreja foi criada pelos homens que seguiram Jesus, nele acreditaram, e tiveram a coragem de dar a cara por Ele. E é esta coragem que nos dias de hoje tanto falta à comunidade cristã. Se amamos a Cristo, se sabemos que ele é o caminho, a verdade e a vida, porque nos fechamos em casa e não damos a conhecer esta maravilha aos tantos que ainda não a conhecem nem a experienciaram?

A vocação para se ser um leigo na Igreja de Cristo, passa sobretudo por abrir a porta de nossa casa e ir visitar a casa dos outros, fazendo-os ver em quem acreditamos e porquê, e ajudá-los a resolver os seus problemas com essa novidade. Não passa apenas pelas conversas particulares que temos com Deus, fechados no nosso mundo. Ser leigo é ser missão, é ser activo, é ser o movimento dos braços de Cristo que toca e abraço toda a humanidade. Jesus precisa de nós para se espalhar… E ainda há muito trabalho pela frente! Há muita gente que Dele necessita…
Como se costuma dizer, um cristão não teme! Então porque continuo fechado em casa? Porque tenho medo de sair do meu reduto e de dar a conhecer algo em que tanto acredito?

Cumprimentos meus e de outra rapariga, que por acaso é gira. Acho que é Paula...

Já agora alguém tem o número dela?

domingo, 30 de março de 2008

Renascer...




Parte do nosso "momentinho de deserto"... :)

Hummmm...que bom que foi...
Já tenho saudadinhas de tudo aquilo!
Ai Alentejo...ai Alentejo....!!! ;)


Mais delicias destas no blog da bonita Maria ... :)
(Maria...espero que não te importes com este nosso "abuso" que nos soube tão bem ... :D )

Obrigadaaaaaaaaaaaaa!


Bem. Eu ontem não disse nada de jeito na reunião, porque para além de me porem logo em primeiro lugar (o que não é definitivamente uma boa ideia), as dores de cabeça também não ajudaram.
Mas isso também não interessa nada agora, e não estou aqui para me desculpar. O que interessa é que à medida que as pessoas iam falando, ia-me lembrando do que aconteceu em Albernoa, e percebi que não podia mesmo ficar por um "foi tudo muito perfeito, não tenho mais nada a dizer".
Aliás, durante a semana cada momento que passámos lá não me largou um segundo, e às vezes dava por mim a partir-me a rir sozinha! Até parecia maluca.
O que queria dizer-vos com isto é que quero agradecer a TODOS os que estiveram lá. Agradeci a alguns individualmente, mas tinha mesmo que ser a todos. Porque estar com os velhinhos foi muito bonito e muito bom para mim, mas sem vocês não tinha nem metade do significado que teve. O contexto foi mesmo muito importante. Porque tenho a certeza que se cresci, foram principalmente vocês que proporcionaram esse crescimento. E por isso não posso deixar de vos agradecer...
Não consegui arranjar defeitos neste encontro. E juro que não foi para despachar, foi mesmo porque não os encontrei! Oh, uma coisita aqui e ali, que nem sequer foi culpa nossa directamente, foi mesmo do contexto em que estávamos. Não achei importante. Achei que no geral foi isso mesmo, foi perfeito!
Já estive em muitos encontros, não de semana santa, não em Albernoa. Mas este superou todas as expectativas, todas mesmo.
Obrigada por se terem dado a conhecer mais do que é costume, obrigada por se darem a todos os que estavam à vossa volta, obrigada pelas vossas partilhas, obrigada pelo vosso silêncio, obrigada pelas brincadeiras, obrigada pelos momentos de crescimento, obrigada, obrigada, obrigada!
Obrigada por me terem proporcionado isto.
Porque deu os seus frutos, isso foi óbvio. "Convertemos" um, com aquilo que o nosso coração transmitiu, e trouxemos alegria a muitos outros, mesmo que o nome de Jesus não fosse evocado.
Que é que eu hei-de dizer? Fomos Páscoa! Fomos pão partido e repartido! E só espero que o continuemos a ser, e que isto não morra tão cedo.

Gosto de vocês, sabiam? Cada um à sua maneira, são todos importantes. Obrigada por tudo. Obrigada por sermos MEL!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Albernoa 2008 - Uma Páscoa Diferente

Abbá, Papá

Não posso de deixar de expressar a minha gratidão por deixares ser possível em nós uma Semana Santa diferente. Fomos "estender o Amor até aos últimos confins da terra", tal como diria a nossa Maria Emília.
Estamos cheios de TI e por isso Te louvamos, tal como a



a Inês

a Ana A.

o João

a Ana


Obrigada Abba, pela Experiência Pascal ser na nossa vida um começo de um Tempo Novo...

sábado, 19 de janeiro de 2008

Eucaristia - Formação de Pais na Maia

Pediram-me para postar isto aqui...
É a oração que fizemos ontem no fim da formação na Maia! Já agora aproveito para agradecer a vocês todos que a prepararam, e principalmente à Teresa pela coragem de enfrentar tão vasto público... :P
Acho que estão todos de Parabéns! A mim pareceu-me que correu muito bem :) O que correu menos bem, olhem, serve de exemplo para melhorarmos na próxima :D

Então aqui está .


« Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?» Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida.» (Jo 6, 60-63)

Jesus, ajuda-me a deixar de lado encenações vazias de sentido!
Ajuda-me a passar da carne ao Espírito, da aparência dos ritos à interioridade dos sinais! Dá-me um coração disponível ao dom da Tua Palavra, para que ela actue em mim e faça eco na minha vida. Ajuda-me a viver segundo o Teu Espírito, para que deixe de sobreviver e passe a viver!



« Entrou para ficar com eles. E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no. » (Lc 24, 30-31)


Jesus, liberta o meu coração de todas as cegueiras!
Tal como os discípulos Te reconheceram no partir do pão, ajuda-me a reconhecer-Te nos sinais que tantas vezes estão mesmo à frente do meu nariz sem que eu dê por eles…
Ajuda-me também a ser sinal da Tua presença para os outros, e a levar sempre no coração a certeza de que o Teu Reino pode ser também o meu…


«Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.» (Lc 24, 33-35)

Jesus, liberta o meu coração de todos os medos!
Ajuda-me a levantar-me, tal como fizeram os discípulos de Emaús. Sim! Ajuda-me a agir, a não ficar quieto, a não calar o coração! Faz de mim transmissor da Tua Palavra de Vida para os outros, não só através de palavras mas também de acções.
E dá-me forças para, sempre que for preciso, eu ser capaz de ir contra a corrente…

«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos.» (Jo 15, 1-4)

Jesus, liberta-me de ventos e tempestades!
Ajuda-me a criar raízes, para que não morra à primeira rajada de vento… inunda-me da tua seiva e ajuda-me a dar bom fruto!
Sei que permaneces sempre em mim. Ajuda-me a permanecer também em Ti, para que, juntos, derrotemos impossíveis!

«Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.» (Lc 22, 17-19)

Jesus, ajuda-me a viver-Te AGORA! Não a lembrar as coisas bonitas que fizeste há dois mil anos mas a recriar-me segundo o Teu Amor todos os dias! Ajuda-me a fazer do Teu Reino a minha vida! Ajuda-me a compreender que o “isto” de que falas não tem nada a ver com as encenações vazias de sentido que adoramos fazer… Ajuda-me a perceber de uma vez por todas que o “isto” é a emergência do Teu Amor, presente aqui e agora em cada um destes corações…
Beijinhos *

domingo, 16 de dezembro de 2007

FIXE! já sei como se "posta" aqui no Blog! :)

Acho que este video ilustra um pouco a nossa historia... que por ser feita por humanos em construção, teve e tem muitos altos e baixos... mas não significa que o sentido se tenha desvanecido aos poucos! plo contrário, a nossa luta é precisamente encontrar cada vez mais sentido no que é ser MEL e nas nossas Vidas Cristãs. Portanto, não vale desistir mas sim lutar sempre! COMO? falando, partilhando, discutindo, ajudando, aceitando opiniões diferentes sabendo discuti-las, vivendo e acima de tudo ter muito persistencia... Cristo também teve dificuldades. Ser Cristo ñão é facil! Mas é a isso que estamos chamados. POrtanto, volto a dizer, não vale desistir!

O nosso grupo e caminhada, marcados por Maria Emilia, tem um carisma especifico! Fazemos parte dele quase sem sabermos mas a verdade é que ele existe e se somos MEL é muito importante conhecer bem as nossas origens...:) Fico feliz que o ultimo encontro Internacional de Jovens MEL (Cáceres) tenha contribuido para isso mesmo!

Eis o video que levamos... ideia genial que partiu do Miguel!

AGora fica aqui para quem quiser ver!!

Unidos no Amor e na ABERTURA DA ESCUTA!

ALERTAS para com DEus e para com os que nos rodeiam!

Um beijinho da Paula:)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A Caminho… com Esperança e Sempre Alerta!

No Encontro da nossa Comunidade MEL desta semana fizemos uma viagem no tempo… Seguindo as “coordenadas bíblicas” do Povo de Israel que foi caminhando para a frente com os olhos postos na sua história, de modo a ler e aprender com os acontecimentos passados…
Revendo “A História de Deus Connosco” que nos é contada por este povo que nasceu no Êxodo, percebemos como foi descobrindo um rosto de Deus surpreendente: apaixonado e comprometido por um bando de escravos (no Egipto), capaz de rasgar a meio todos os impérios opressores e construtores do mal (no Mar Vermelho), que faz Aliança com o seu Povo e mostra que o definitivo é o Perdão (no Deserto).
Percebemos com David e sua descendência porque é que o “descendente de David” era esperado como o “Ungido” (em hebraico: meshiah; em grego: Kristós), como Dom de Deus ao Povo para que acontecesse o ultimo desígnio da Sua Aliança: a unidade. Percebemos também como é que nasceu a chamada Esperança Messiânica no seio deste Povo, quando se deu conta que afinal, nem David, nem seu filho, cumpriu a promessa de Deus e que tinham que esperar… Sim, os Profetas sempre alimentaram essa Esperança!
Mas, o que a história reservou a este Povo foi uma sucessão de desilusões e cativeiros… uma história dolorosa em que o sofrimento foi marcando a Fé e a Esperança das pessoas…
Assim, começa a surgir durante o exílio na Babilónia (que durou cerca de 90 anos), a Esperança no “Dia da Ira de Iahvéh”. Colocando-nos no lugar deste povo “aprisionado”, impedido de ser quem era, “apertado por todos os lados”, percebemos como são normais estes desejos de “justiça vingativa” no Coração de gente que, geração após geração, sentia o travo amargo dos exílios.
Pois é, por causa da divisão do Reino de David e do incumprimento da Promessa de Deus, tinha surgido a Esperança do Messias. Agora, por causa dos sofrimentos consecutivos do Povo, surgiu a Esperança do Dia da Ira de Iahvéh. Poucos séculos antes de Jesus, estas duas “esperanças” já eram só uma: “quando chegar o Messias, ele é que realizará o Dia da Ira de Iahvéh!”
Era assim que João Baptista anunciava o Messias (no Evangelho do passado Domingo): “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da Ira que está para vir? O machado está posto à raiz das árvores, e toda a árvore que não dá bom fruto é lançada ao fogo.” (Mt 3, 7 e 10)
Jesus, que seguiu e escutou João, não se reconhecia, no entanto, inspirado a realizar essa Ira do Senhor…

Hoje, Jesus, o seu Evangelho pede-nos: Vigilância = Esperança em Acção!

E o desafio para esta semana foi lançado… Ficar Alerta! Alerta! Ler uma carta que foi dirigida a cada um de nós, escrita pela nossa amiga Mª Emilia… e com ela procurarmos perceber a que é que estamos atentos? Estamos Vigilantes? Com o quê? Com quem? Como?
Lançado o desafio… é hora de nos pormos em acção e irmos partilhando a nossa Esperança em Acção... pois a nossa partilha pode suscitar essa Vigilância noutros!

Tenhamos uma Semana Sempre Alerta!